As metas eram necessárias?

Se não indispensáveis, seriam pelo menos muito úteis se não se perdessem numa atomização e burocratização hierarquizante que nos fazem perder de vista a manta, diante dos retalhos. A este respeito, a proposta anterior era ainda pior. Mas a maior simplicidade foi prejudicada pela ambição de fazer programa por essa via.

As metas servir-nos-iam se nos dessem uma perspetiva global, sintética, do nível de desempenho que se deve esperar dum aluno. Seriam úteis se integradas num percurso escolar centrado em desempenhos reais e não apenas numa vaga noção de maior exigência que conduzirá apenas a maior insucesso.

Por exemplo, os “attainment targets” do National Curriculum inglês aproximam-se deste conceito. Referem-se às quatro competências do inglês: falar, ouvir, ler e escrever e definem nove níveis de desempenho que um aluno pode realizar em cada uma. Cada nível é descrito num parágrafo de cerca de 50 palavras (http://www.education.gov.uk/schools/teachingandlearning/curriculum/primary/b00198874/english/attainment/en2).

Tal como estão definidas, as metas substituem-se ao programa oficial e colidem com ele.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *