Pinheirinho

O que aconteceu na favela do Pinheirinho que fica em São José do Campo no Estado de São Paulo?

Deixo de lado a questão de se houve mortos ou não, pois não consegui resolvê-la. Alguns vídeos no YouTube dizem que sim, mas não apresentam evidências satisfatórias e a polícia diz que não.

Cerca de 10000 pessoas foram expulsas das suas casas por ordem do prefeito e, ao que parece, do próprio governador – pois se o primeiro manda na polícia municipal, o segundo manda na polícia militar estadual. O proprietário do terreno é um tal Naji Nahas através da sua empresa Selecta que, estando falida, precisa de liquidez para pagar as dívidas. Embora o conflito fundiário persista há mais de trinta anos, teve a 22 de Janeiro este triste desfecho pelas piores razões.

Embora haja uma ordem judicial, a sua aplicação implica interesses de milhares de pessoas que viviam, é certo, em terra que não lhes pertencia, mas são cerca de 10 000 corpos que têm que ter um lugar onde estar. E este é o aspeto político que, quanto a mim, sobreleva os interesses da Selecta e do seu proprietário. O prefeito Eduardo Cury e o governador Geraldo Alckmin são culpados desta violência desmedida, desta cedência a interesses mesquinhos perante o drama das pessoas pobres que por ali viviam.

Do que vi no Youtube, prefiro o relato emocionado, mas ideologicamente tranquilo de Ricardo Boechat.

 

Krugman sobre os protestos de Wall Street

Agrada-me ver Paul Krugman a fazer o contraponto entre o Tea Party e o Occupy Wall Street nas páginas do New York Times (http://www.nytimes.com/2011/10/10/opinion/panic-of-the-plutocrats.html?_r=1&WT.mc_id=NYT-E-I-NYT-E-AT-1012-L23). Mostra como as críticas endereçadas por gente da área dos republicanos aos protestos de Wall Streeet baseia-se nos interesses de uma ínfima parte da população. Trata-se de facto de “plutocratas em pânico”. Pelo contrário, os acontecimentos relacionados com o Tea Party tiveram aspectos de desordem e violência maiores do que o Occupy… onde Krugman assinala alguma sobrerreacção policial.

Que temem então os mais ricos de entre os ricos? Que algumas das reivindicações dos revoltados façam o seu caminho. Hiperreagiram, por exemplo, quando lhes foi exigido pela “Volcker rule” que os bancos que beneficiassem de garantias do estado não pudessem envolver-se em actividades especulativas de alto risco.

Krugman mostra muito clareza na distinção que faz entre os que enriquecem na actividade económica e na inovação tecnológica como Steve Jobs e os que vivem de esquemas financeiros altamente complexos que têm apenas como fim captar fluxos de capital para as suas contas sem benefícios para mais ninguém a não ser eles próprios. Ora, é esta gente de Wall Street que consegue, apesar da sua imensa riqueza, pagar menos impostos do que profissionais da classe média e que se encontra em pânico com os indignados que gritam à sua volta.

Não há dúvida que a relação entre a economia real e a actividade financeira ganhou uma grande atualidade. É bom lermos uma voz autorizada como a de Krugman a nos dizer isto mesmo para nos podermos rir dos banqueiros que querem dar lições de moral aos seus concidadãos como se as fontes da sua riqueza estivesse ao abrigo de qualquer reparo.

Krugman sobre os protestos de Wall Street

Agrada-me ver Paul Krugman a fazer o contraponto entre o Tea Party e o Occupy Wall Street nas páginas do New York Times (http://www.nytimes.com/2011/10/10/opinion/panic-of-the-plutocrats.html?_r=1&WT.mc_id=NYT-E-I-NYT-E-AT-1012-L23). Mostra como as críticas endereçadas por gente da área dos republicanos aos protestos de Wall Streeet baseia-se nos interesses de uma ínfima parte da população. Trata-se de facto de “plutocratas em pânico”. Pelo contrário, os acontecimentos relacionados com o Tea Party tiveram aspectos de desordem e violência maiores do que o Occupy… onde Krugman assinala alguma sobrerreacção policial.

Que temem então os mais ricos de entre os ricos? Que algumas das reivindicações dos revoltados façam o seu caminho. Hiperreagiram, por exemplo, quando lhes foi exigido pela “Volcker rule” que os bancos que beneficiassem de garantias do estado não pudessem envolver-se em actividades especulativas de alto risco.

Krugman mostra muito clareza na distinção que faz entre os que enriquecem na actividade económica e na inovação tecnológica como Steve Jobs e os que vivem de esquemas financeiros altamente complexos que têm apenas como fim captar fluxos de capital para as suas contas sem benefícios para mais ninguém a não ser eles próprios. Ora, é esta gente de Wall Street que consegue, apesar da sua imensa riqueza, pagar menos impostos do que profissionais da classe média e que se encontra em pânico com os indignados que gritam à sua volta.

Não há dúvida que a relação entre a economia real e a actividade financeira ganhou uma grande atualidade. É bom lermos uma voz autorizada como a de Krugman a nos dizer isto mesmo para nos podermos rir dos banqueiros que querem dar lições de moral aos seus concidadãos como se as fontes da sua riqueza estivesse ao abrigo de qualquer reparo.

Rebeldes, revolucionários ou ladrões?

 

São simplesmente ladrões ou realmente revolucionários ou rebeldes?

Habituámo-nos a ver em protestos, por todo o lado, indivíduos de cara tapada que se diferenciam dos vulgares manifestantes pela atitude e determinação na ação que tomam.

Alguns são profissionais dos movimentos anti-globalização ou anti-capitalistas que se deslocam de evento em evento, para se misturarem com os manifestantes locais e partir a loiça toda.

Nos recentes acontecimentos na Inglaterra terá acontecido isso?

A verdade é que houve protestos e grandes manifestações contra a política de cortes na despesa pública do governo conservador.

Sabe-se que esses cortes atingiram gravemente a juventude da periferia. Muita da acção violenta parece constituir inquestionavelmente uma revolta de jovens que não têm qualquer solução que os integre no sistema económico e social. Não têm, contudo, nenhum movimento político que lhes dê cobertura e que os oriente numa perspectiva integrada de luta política e social. Na verdade, tudo o que fazem não serve para atrair outros para a sua causa.

Foi então uma explosão social sem controlo?

Na imprensa, nota-se uma tendência para associar estes jovens desordeiros com um genérico anarquismo.

Mas aqueles que se auto-consideram “anarquistas” rejeitam completamente esta responsabilidade. Por exemplo, a Anarchist Federation repudia qualquer opção violenta na luta contra os cortes nas despesas sociais do governo conservador. Pois apenas aceita grandes ações de massas com vista à conquista da opinião pública num movimento contra o governo e não ataques a pessoas e propriedades (cf. Freedom online), mas acusam os trotsquistas e marxistas de se fazerem passar por anarquistas e se infiltrarem nos seus movimentos. O Socialist Party, partido de esquerda de orientação trotsquista, também repudia a ação dos “rioters, looters e arsonists”, isto é os que atacam roubam e incendeiam, mas analisam sociologicamente o evento e apontam os dedos às políticas de direita, liberais e capitalistas que levaram os jovens a cometer esses crimes, ao deixá-los sem emprego, sem apoios e sem qualquer orientação social. Reconhecem a falta de consciência de pertença à classe trabalhadora que os leva a essas atitudes (cf. Con-dems to-blame for anger of youth mass trade union led workers response needed).

Contudo, há grupos anarquistas e marxistas que optam claramente pela violência como forma de ação. Muitos serão os tais que vão de cimeira em cimeira internacional manifestar-se violentamente contra a globalização. Num blogue, por exemplo, encontro uma descrição na primeira pessoa de um ataque a uma esquadra em Birmingham (Attack on Bristol police claimed by anarchists).

Portanto, há com certeza, líderes com uma orientação anarquista violenta que organizam os eventos através de telemóvel, de onde a referência a Blackberries. Atcam lojas, pessoas que consideram bem instaladas no sistema que criticam e, especialmente, organizações conotadas com o capitalismo – veja-se o ataque por 1000 activistas contra a Fortnum & Mason).

Há, pois, um discurso anti-capitalista de fundo nos motivos dos “rioters” ingleses. A essas ações junta-se o puro roubo de bens, o saque das lojas que aproveitam diretamente a quem os faz. Essa imagem domina e torna politicamente irrelevante no sentido em que não conduz a uma opção consistente de uma esquerda revolucionária.

Os comentadores de direita acusam o longo periodo trabalhista como o responsável por esta vaga de jovens dependentes da segurança social, formados numa escola inútil que não lhes deu qualquer perspectiva de futuro.

Os comentadores de esquerda acusam as políticas neo-liberais como causadoras desta revolta.

O Economist, num registo áudio na sua página conclui que, com estes acontecimentos, são as ideias mais conservadoras a propósito da segurança e dos apoios sociais que vencem (Anarchy in the UK).

A crise económica e social na Europa está a ser demasiado cara para os mais fragilizados socialmente. Há que procurar um equilíbrio entre apoios sociais e responsabilidade individual. Que a hora agora é de repressão, não há a menor dúvida. Mas depois há que equacionar tudo. Os trabalhistas ou outros no seu lugar terão que fazer a sua parte na ação política contra o governo conservador e ocupar o lugar desse discurso anti- que não leva a lado nenhum.

Rebeldes, revolucionários ou ladrões?

 

São simplesmente ladrões ou realmente revolucionários ou rebeldes?

Habituámo-nos a ver em protestos, por todo o lado, indivíduos de cara tapada que se diferenciam dos vulgares manifestantes pela atitude e determinação na ação que tomam.

Alguns são profissionais dos movimentos anti-globalização ou anti-capitalistas que se deslocam de evento em evento, para se misturarem com os manifestantes locais e partir a loiça toda.

Nos recentes acontecimentos na Inglaterra terá acontecido isso?

A verdade é que houve protestos e grandes manifestações contra a política de cortes na despesa pública do governo conservador.

Sabe-se que esses cortes atingiram gravemente a juventude da periferia. Muita da acção violenta parece constituir inquestionavelmente uma revolta de jovens que não têm qualquer solução que os integre no sistema económico e social. Não têm, contudo, nenhum movimento político que lhes dê cobertura e que os oriente numa perspectiva integrada de luta política e social. Na verdade, tudo o que fazem não serve para atrair outros para a sua causa.

Foi então uma explosão social sem controlo?

Na imprensa, nota-se uma tendência para associar estes jovens desordeiros com um genérico anarquismo.

Mas aqueles que se auto-consideram “anarquistas” rejeitam completamente esta responsabilidade. Por exemplo, a Anarchist Federation repudia qualquer opção violenta na luta contra os cortes nas despesas sociais do governo conservador. Pois apenas aceita grandes ações de massas com vista à conquista da opinião pública num movimento contra o governo e não ataques a pessoas e propriedades (cf. Freedom online), mas acusam os trotsquistas e marxistas de se fazerem passar por anarquistas e se infiltrarem nos seus movimentos. O Socialist Party, partido de esquerda de orientação trotsquista, também repudia a ação dos “rioters, looters e arsonists”, isto é os que atacam roubam e incendeiam, mas analisam sociologicamente o evento e apontam os dedos às políticas de direita, liberais e capitalistas que levaram os jovens a cometer esses crimes, ao deixá-los sem emprego, sem apoios e sem qualquer orientação social. Reconhecem a falta de consciência de pertença à classe trabalhadora que os leva a essas atitudes (cf. Con-dems to-blame for anger of youth mass trade union led workers response needed).

Contudo, há grupos anarquistas e marxistas que optam claramente pela violência como forma de ação. Muitos serão os tais que vão de cimeira em cimeira internacional manifestar-se violentamente contra a globalização. Num blogue, por exemplo, encontro uma descrição na primeira pessoa de um ataque a uma esquadra em Birmingham (Attack on Bristol police claimed by anarchists).

Portanto, há com certeza, líderes com uma orientação anarquista violenta que organizam os eventos através de telemóvel, de onde a referência a Blackberries. Atcam lojas, pessoas que consideram bem instaladas no sistema que criticam e, especialmente, organizações conotadas com o capitalismo – veja-se o ataque por 1000 activistas contra a Fortnum & Mason).

Há, pois, um discurso anti-capitalista de fundo nos motivos dos “rioters” ingleses. A essas ações junta-se o puro roubo de bens, o saque das lojas que aproveitam diretamente a quem os faz. Essa imagem domina e torna politicamente irrelevante no sentido em que não conduz a uma opção consistente de uma esquerda revolucionária.

Os comentadores de direita acusam o longo periodo trabalhista como o responsável por esta vaga de jovens dependentes da segurança social, formados numa escola inútil que não lhes deu qualquer perspectiva de futuro.

Os comentadores de esquerda acusam as políticas neo-liberais como causadoras desta revolta.

O Economist, num registo áudio na sua página conclui que, com estes acontecimentos, são as ideias mais conservadoras a propósito da segurança e dos apoios sociais que vencem (Anarchy in the UK).

A crise económica e social na Europa está a ser demasiado cara para os mais fragilizados socialmente. Há que procurar um equilíbrio entre apoios sociais e responsabilidade individual. Que a hora agora é de repressão, não há a menor dúvida. Mas depois há que equacionar tudo. Os trabalhistas ou outros no seu lugar terão que fazer a sua parte na ação política contra o governo conservador e ocupar o lugar desse discurso anti- que não leva a lado nenhum.

O Partido dos Animais e da Natureza

Paulo Borges e o seu PAN (Partido dos Animais e da Natureza) apresenta algumas propostas políticas que subscrevo inteiramente, mas discordo fundamentalmente dos pressupostos ideológicos, patentes na própria designação do partido. Não faz qualquer sentido um partido da natureza, porque a natureza é uma totalidade perfeitamente indiferente que tudo abarca e nada exclui. Não encontro nenhum elemento ético na constituição da natureza. Nao creio que nos possamos afastar ou aproximar da natureza, nem tampouco que a natureza possa inspirar qualquer espécie de ideal. A oposição homem / natureza é uma falha filosófica. Foi naturalmente que o símio se fez homem e foi a sua herança genética que lhe permitiu construir computadores, enviar foguetões à lua, fazer o holocausto e destruir a floresta amazónica.

Se se puser o problema da sobrevivência humana, a perspectiva ecológica, a perda humana que significa o desaparecimento de espécies animais, ganha todo o cabimento. Não precisamos de defender os outros animais do sofrimento, gostemos mais ou menos deles. Eles nunca reconhecerão essa solidariedade que é uma questãozinha da espécie humana. Nunca farei uma manifestação contra as touradas, embora as ache desprezíveis. Lamento que seres humanos se divirtam com o sofrimento dos touros, por causa daqueles e não por causa destes que são criados para fazerem bons bifes.

Noutros ecossistemas, os touros são bons para serem comidos pelos leões e por outros predadores, que aliás também se divertem a fazê-los sofrer, prática em que são pródigos os predadores mais jovens nos seus jogos de aprendizagem da nobre arte da caça.

Os animais nunca são coisas, porque as coisas verdadeiramente sem vida não se podem comer. Os animais são objectos da cultura humana e é esta que lhes define os papéis. Desde a domesticação das plantas e dos animais, a caça deixou de fazer grande sentido. É nas culturas mais atrasadas que o animal, besta e monstro, é apresentado como troféu do guerreiro ou do caçador. Alguns rituais como o da matança do porco parecem evocar um tempo em que a luta entre o homem e os outros animais era uma questão de sobrevivência.

Repudio completamente toda e qualquer equiparação que se faça em termos de direito entre o homem e os outros animais, pela simples razão de que só os homens têm sistemas de leis e de direito e eu pertenço à comunidade humana. Exemplo dessa equiparação é a feita por Peter Singer que acha que pode pôr lado a lado animais com comportamentos e sistemas neurológicos mais avançados e seres humanos diminuídos nas suas capacidades pela doença. Uma pessoa com Alzheimer, por exemplo, não pode ter menos direitos que qualquer outro e não se pode atribuir mais direitos a um chimpanzé por ser eventualmente mais inteligente pela simples razão de que o direito pertence à comunidade e essa pessoa com Alzheimer, que já não diz coisa com coisa e nem sequer é capaz de fazer algumas tarefas perfeitamente ao alcance de um chimpanzé, é uma pessoa que tem o mesmo ADN dos seus familiares que nunca deixarão de a ver como humana. Nenhum ser humano pode ser sujeito a um teste cognitivo para aferir da sua humanidade.

Dito isto, aceito de bom grado que seja proíbida a captura e o tratamento cruel a essas criaturas que são nossos primos na história evolutiva e nos fazem lembrar muita da nossa humanidade.

Acho que a doutrina do PAN só se torna coerente, se acreditarmos na transmigração das almas.

 

O Partido dos Animais e da Natureza

Paulo Borges e o seu PAN (Partido dos Animais e da Natureza) apresenta algumas propostas políticas que subscrevo inteiramente, mas discordo fundamentalmente dos pressupostos ideológicos, patentes na própria designação do partido. Não faz qualquer sentido um partido da natureza, porque a natureza é uma totalidade perfeitamente indiferente que tudo abarca e nada exclui. Não encontro nenhum elemento ético na constituição da natureza. Nao creio que nos possamos afastar ou aproximar da natureza, nem tampouco que a natureza possa inspirar qualquer espécie de ideal. A oposição homem / natureza é uma falha filosófica. Foi naturalmente que o símio se fez homem e foi a sua herança genética que lhe permitiu construir computadores, enviar foguetões à lua, fazer o holocausto e destruir a floresta amazónica.

Se se puser o problema da sobrevivência humana, a perspectiva ecológica, a perda humana que significa o desaparecimento de espécies animais, ganha todo o cabimento. Não precisamos de defender os outros animais do sofrimento, gostemos mais ou menos deles. Eles nunca reconhecerão essa solidariedade que é uma questãozinha da espécie humana. Nunca farei uma manifestação contra as touradas, embora as ache desprezíveis. Lamento que seres humanos se divirtam com o sofrimento dos touros, por causa daqueles e não por causa destes que são criados para fazerem bons bifes.

Noutros ecossistemas, os touros são bons para serem comidos pelos leões e por outros predadores, que aliás também se divertem a fazê-los sofrer, prática em que são pródigos os predadores mais jovens nos seus jogos de aprendizagem da nobre arte da caça.

Os animais nunca são coisas, porque as coisas verdadeiramente sem vida não se podem comer. Os animais são objectos da cultura humana e é esta que lhes define os papéis. Desde a domesticação das plantas e dos animais, a caça deixou de fazer grande sentido. É nas culturas mais atrasadas que o animal, besta e monstro, é apresentado como troféu do guerreiro ou do caçador. Alguns rituais como o da matança do porco parecem evocar um tempo em que a luta entre o homem e os outros animais era uma questão de sobrevivência.

Repudio completamente toda e qualquer equiparação que se faça em termos de direito entre o homem e os outros animais, pela simples razão de que só os homens têm sistemas de leis e de direito e eu pertenço à comunidade humana. Exemplo dessa equiparação é a feita por Peter Singer que acha que pode pôr lado a lado animais com comportamentos e sistemas neurológicos mais avançados e seres humanos diminuídos nas suas capacidades pela doença. Uma pessoa com Alzheimer, por exemplo, não pode ter menos direitos que qualquer outro e não se pode atribuir mais direitos a um chimpanzé por ser eventualmente mais inteligente pela simples razão de que o direito pertence à comunidade e essa pessoa com Alzheimer, que já não diz coisa com coisa e nem sequer é capaz de fazer algumas tarefas perfeitamente ao alcance de um chimpanzé, é uma pessoa que tem o mesmo ADN dos seus familiares que nunca deixarão de a ver como humana. Nenhum ser humano pode ser sujeito a um teste cognitivo para aferir da sua humanidade.

Dito isto, aceito de bom grado que seja proíbida a captura e o tratamento cruel a essas criaturas que são nossos primos na história evolutiva e nos fazem lembrar muita da nossa humanidade.

Acho que a doutrina do PAN só se torna coerente, se acreditarmos na transmigração das almas.

 

Alguém que desminta ou explique isto!

Circula um email com a informação abaixo. Peço à Fundação Cidade de Guimarães que desminta isto ou que explique. Abomino completamente os pagamentos principescos a quem apenas está presente numa reunião, ainda que sejam pessoas com cujo passado simpatizo. Que um historiador prepare uma conferência e seja bem pago por isso, ou um político, um filósofo, um artista, de quem as pessoas esperam um magnífico discurso… Mesmo assim deve haver uma tabela ou um mercado que justifique os montantes a pagar. Quem paga tem que ter a certeza que esse custo é um bom investimento, tendo em conta o serviço que a pessoa vai prestar.

 

Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos
administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:


–  Cristina Azevedo – Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
–  Carla Morais – Administradora Executiva
12.500 €  (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
–  João B. Serra – Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
–  Manuel Alves Monteiro – Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião

Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se
destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.


Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano, em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM !

Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
Alguem acredita em leis anti-corrupção feita por corruptos?


Não, este email deve ser falso! Ah, ah, é uma brincadeira de mau gosto. Ninguém trata assim o dinheiro dos contribuintes|

Alguém que desminta ou explique isto!

Circula um email com a informação abaixo. Peço à Fundação Cidade de Guimarães que desminta isto ou que explique. Abomino completamente os pagamentos principescos a quem apenas está presente numa reunião, ainda que sejam pessoas com cujo passado simpatizo. Que um historiador prepare uma conferência e seja bem pago por isso, ou um político, um filósofo, um artista, de quem as pessoas esperam um magnífico discurso… Mesmo assim deve haver uma tabela ou um mercado que justifique os montantes a pagar. Quem paga tem que ter a certeza que esse custo é um bom investimento, tendo em conta o serviço que a pessoa vai prestar.

 

Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos
administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:


–  Cristina Azevedo – Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
–  Carla Morais – Administradora Executiva
12.500 €  (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
–  João B. Serra – Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
–  Manuel Alves Monteiro – Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião

Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se
destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.


Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano, em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM !

Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
Alguem acredita em leis anti-corrupção feita por corruptos?


Não, este email deve ser falso! Ah, ah, é uma brincadeira de mau gosto. Ninguém trata assim o dinheiro dos contribuintes|

BPN por Louçã

 

Não obstante as minhas dúvidas em relação a muitas análises de Louçã, creio que precisamos dele e dum Bloco de Esquerda mais forte. Votei Bloco nas legislativas e voltarei provavelmente a fazê-lo.