Para ser mais exacto, devo acrescentar que João de Barros considerava adjectivos e substantivos como subclasses dos nomes, dando continuidade à distinção aristotélica entre substâncias e qualidades. Mas será adequado defender hoje em dia que há uma substância a que atribuímos qualidades? E então quando o substantivo for o nome duma qualidade: beleza, por exemplo? Numa expressão como "O quadro é de uma beleza sublime", torna-se uma substância, enquanto em "O quadro é belo", é belo que é o nome da qualidade que atribuímos à substância do quadro?

Pois… penso que as considerações de João de Barros neste sentido foram excessivas. Contudo, não me parece errado atribuir uma qualidade a uma substância. E… entre “O quadro é uma beleza sublime” como uma definição “nominalizada” e ” O quadro é de uma beleza sublime” há uma diferença: DE…enquanto em “O quadro é belo”atribuímos apenas uma qualidade ao quadro.