Artigo a metro do Sr. José Júdice

Num artigo, publicado no jornal Metro, lido por milhares de pessoas no dito meio de transporte, o Sr. José Júdice resolveu também pôr a sua colherada na Tlebs. Que melhor objecto erótico-sentimental poderia ele encontrar para preencher o seu espaço de prosa dedicada a milhares de encarregados de educação que por aquele meio de transporte transitam? Depois de dissertar sobre as experiências dos nazis nos campos de concentração, que coisa mais tlebática poderia haver, foi o senhor José Júdice, com um entreolhar malicioso para o leitor, procurar um exemplo similar do que no tempo dele fazia rir a juventude, umas passagens dos Lusíadas, talvez, adivinhemos, o Canto IX. Que coisa tlebática teria esse potencial erótico? Adivinhe, caro leitor! Nada mais, nada menos que o termo "conjunção coordenativa copulativa". Quando li isto fartei-me de rir porque, imaginem, dei por mim a colocar aqui o Sr. José Júdice a cu pular com o "e" e o "também", não fosse o termo "cópula" ser desconhecido da generalidade dos leitores do Metro. Talvez não seja esse o caso e aconteça que muitos dos seus leitores se lembrem de ainda na década de 70 estarem a decorar as conjunções coordenativas copulativas para um teste de Português.

Um comentário em “Artigo a metro do Sr. José Júdice”

  1. Olá Luís.
    Parece-me, e digo apenas, parece-me, porque não sou um entendido na matéria, que tens toda a razão e que sabes do que falas. Nem consigo entender tanta polémica à volta da tlebs – ou seja, de uma coisa para cientistas, passou a uma coisa pata os colunistas em geral – . E aí, meu amigo: tropeçamos com o famoso bullshit , em que a comunicação social é o caldo de cultura, da dita, mais conhecido.
    Achei um piadão ao canto IX – Tiveram longamente na cidade… e à bela ideia da conjunção copulativa.
    Enfim: a ciência, toda ela, está cheia de palavrões, e, assim o esperamos, vai continuar a encher-se do novas formas e de novos termos. E apesar de tudo… move-se. Lembrei-me do senhor professor Rómulo de Carvalho e da sua irritação por 90% do tempo dos docentes de física ser dedicado, no seu ensino, claro, à física do século XIX. Pois é, a actualização dá trabalho…
    Abraço do Paulo Prudêncio

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