A quem pertence a santa casa da misericórdia?

De quem é esta casa?

 

(Hiperligação da origem na imagem)

 

Santana Lopes queixa-se de que a casa que se diz santa está a substituir o estado nas suas funções. Implicitamente, leia-se, está a fazer mais do que deve. Está a ultrapassar os seus recursos, com generosidade a mais. Para ele, a casa onde mora a misericórdia não pertence ao estado. Seria uma instituição particular, privada, portanto.

Olhando para o percurso deste eminente estadista, dá vontade de perguntar se o Sporting não pertencerá também ao estado.

Se a dita santa não pertence ao estado, como é que o Santana Lopes se alcandorou ao topo da sua chefia? Ora se o provedor é nomeado pelo governo, como é que se pode dizer que a instituição não faz parte do estado? Os orgãos de gestão são feitos por representantes do governo. Portanto, a santa casa é um instrumento político do governo.

A maior parte dos seus fundos têm origem no erário público e no jogo, isto é, são contribuições feitas pelos portuguese quer como contribuintes, quer como jogadores.

Acho graça a estas instituições que pertencem ao estado, dele dependem e para ele trabalham ostentarem o título de independentes, autónomas, particulares e etc.

Diz o senhor provedor que “fazer o bem ao próximo é um privilégio nos tempos que correm nomeadamente”. Não estará com certeza a referir-se ao peso que esse esforço exerce sobre o seu próprio salário, ou está? Pois que cumpra bem a sua função, aquela para que a santa casa da misercórdia foi criada. Nem ele nem a Santa Casa estão a fazer mais do que devem, para os privilégios que têm, que lhes são dados pelos portugueses que a pagam. Honremos a rainha D. Leonor que criou a dita casa que cumpre uma função essencial do estado. Que o faça sem pieguices caritativas, mas com a consciência de um trabalho que se quer bem feito.

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