Quem falta mais, Walter Lemos ou os professores?

A nossa política doméstica entretém-se com polémicas deste tipo. O Ministério divulgou um estudo sobre as faltas dos professores que constituem um problema político que deve preocupar os responsáveis pela Educação. Os sindicatos responderam com o registo de faltas de Walter Lemos, enquanto autarca, que só é um problema político por ter sido indevidamente trazido para a discussão das aulas de substituição.
Se se reconhece que as faltas dos professores constituem um problema nas escolas, por os alunos ficarem desocupados, Walter de Lemos, quer no seu percurso, tenha faltado muito quer tenha faltado pouco, tem que combater as faltas dos professores.
Repare-se que quando se fala em faltas dos professores, não se diz que são ilegítimas, injustificadas, ou o que quer que seja, não se fala de A ou de B, apenas deste problema que é o dos alunos ficarem sem aulas. Imagino até que a maior parte das faltas estão justificadas legalmente. O problema é que as faltas existem. E persiste a questão: o que fazer quando um professor falta, numa escola. Ora no caso do autarca Walter de Lemos o problema foi resolvido com perda de mandato. No caso dos professores, como se faz?
No que respeita ao perfil do Secretário de Estado, parece-me abusivo, tirar desse facto qualquer ilacção nem sobre a pessoa – não sabemos o que o levou a essas faltas, nem se isso constitui um padrão normal na sua actividade – nem sobre a sua adequação às presentes funções.

5 comentários em “Quem falta mais, Walter Lemos ou os professores?”

  1. “A nossa política doméstica entretém-se com polémicas deste tipo”. Alguém escrevu isto. Para mim chega.

  2. Escrevi – escreveu e não escrevu 🙂 🙂 – o que escrevi no comentário anterior, mas não quero deixar de te manifestar o meu mais profundo respeito pela situação onde se encontram muitos dos nossos colegas. O desepero instalou-se. Se calhar, tb é por isso que tanto se fala no assunto.

  3. Sem dúvida, que há um problema no aproveitamento das possibilidades abertas pelas aulas de substituição. Cabe à escola estudar a forma de utilizar o melhor possível essas aulas.
    Não sei se na minha escola já foi feito algum esforço nesse sentido. Se já foi feito algum estudo de horários, de grupos e de professores, por exemplo.
    Se já foram estudadas maneiras de evitar situações mais complicadas…

  4. Sem dúvida, que há um problema no aproveitamento das possibilidades abertas pelas aulas de substituição. Cabe à escola estudar a forma de utilizar o melhor possível essas aulas.
    Não sei se na minha escola já foi feito algum esforço nesse sentido. Se já foi feito algum estudo de horários, de grupos e de professores, por exemplo.
    Se já foram estudadas maneiras de evitar situações mais complicadas…

  5. A primeira coisa que me veio à cabeça quando ouvi falar das aulas de substituição já para 2005 foi “Ai. O absentismo este ano vai ser bonito, vai…”. Considero importantíssimo discutir-se este tipo de coisas, depois de se terem discutido as outras. Nem conheço o W(com W?)alter Lemos de maneira a ajuizar qualquer info sobre o moço. No outro dia fiz, no blog postal, um elenco das coisas que me apetecia ver discutidas e fiquei mais esclarecido comigo mesmo. Às vezes perco-me na voragem das polémicas populares, que são as minhas, por eu ser do povo.
    Interessante é que estas discussões, depois de confirmada a sua provável inofensibilidade, é quando se percebe que não servem a inacção.
    É importante não nos ficarmos pela condenação destas discussões. E não sou o único a pensar assim. Tenho assistido a vários posicionamentos que apontam neste sentido: “Este não é o assunto sobre o qual devíamos estar a ocupar-nos. Importante é discutir isto e isto, desta e daquela maneira.” Parece-me mais edificante.
    Sei que as aulas de substituição são uma violência e uma que se exerce sobre pessoal mais frágil e decepcionado. Ninguém se iluda. Isto mudou mesmo. E é preciso explicar por que está mal que assim seja feita uma incongruente volição ministerial. O Radical vai abordar o tema porque é urgente reforçar que o mal está mesmo feito. E que não é justo, por ser tão indigentemente pensado.

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