Stiglitz – pensar à esquerda

É sempre um prazer ler Stiglitz na coluna que o Expresso publica semanalmente no seu suplemento de economia. É confortante ver que há posições democráticas à esquerda sem nenhuma carga filosófica doutrinária marcada.

Stiglitz compara a política económica americana com a australiana, com uma chamada de atenção ao governo australiano para não mudar de rumo.

Algumas citações que quero aqui reter:

“O que mais conta para o crescimento no longo prazo são os investimentos no futuro – incluindo investimentos públicos cruciais na educação, tecnologia e infraesturturas. Estes investimentos garantem que todos os cidadãos, independentemente da condição económica dos pais, cumprem o potencial que têm.”

O governo australiano parece querer fazer marcha atrás, no sentido do que o que a liberalzação fez nos EUA.

“A mediana do rendimento nos EUA é hoje inferior ao que era há um quarto de século”

“Os recursos naturais de um país deveriam pertencer a todos os seus habitantes, e as rendas que estes geram deveriam constituir uma fonte de rendimento, que poderia ser usada para reduzir a desigualdade”

Concordando com Piketty, que não cita, afirma que desde o início da desregulamentação e liberalização (década de 80) o crescimento do PIB diminuiu e passou a beneficiar mais os que já têm rendimentos altos.

 

Vejo com interesse que inteletuais como Piketty e Stiglitz que não se declaram “anticapitalistas”, comunistas ou marxistas  se aproximam das propostas do Bloco de Esquerda e doutros grupos da clássica esquerda de filiação marxista.

 

Ver a coluna de Joseph Stiglitz no Expresso – Economia, 12 de Julho de 2014.

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