
Atentemos nas ideias-chave que há quase meio século dão forma ao nosso horizonte pedagógico:
– O que importa, sobretudo, na educação não é o que se aprende, mas aprender a aprender.
– O ambiente deve ser rico, diversificado e estimulante.
– É preferível pôr o aluno a descobrir do que lhe dar de mão-beijada os conteúdos. É neste “descobrir” que radica o “aprender a aprender”.
– Importa evitar o decorar de coisas que não se compreendem plenamente.
Na Fundação Franciso Manuel dos Santos, num novo encontro de especialistas, contrapõe-se:
– O conhecimento implica prática, memorização e reforço, também através de testes (que não servem só para avaliar).
– O ambiente ganha em ser austero – paredes nuas – a fim de impedir distrações.
– Os textos devem ter a informação assinalada e sublinhada para facilitar a absorção.
– Envolvimento e atividade por parte dos alunos são requeridos no exercício e treino de competências. Fazer um teste faz parte do que se chama “atividade”.
– Colocar problemas e pôr os alunos a raciocinar sobre hipóteses antecipando caminhos de resolução e a apresentação de soluções é uma boa prática. Se acham que isto é “descobrir”, então ainda bem.
Aqui no Educare.

“Aprender a aprender”, ou a moderna desvirtuação do lema socrático.
Alguém aprende a falar sem falar? Alguém aprende a cozinhar sem mexer nas iguarias? Alguém aprende literatura sem chafurdar nos grandes mestres da literatura?
Os conteúdos, pois!
Formas sem conteúdos, são vazias (ainda que, também é verdade, estes sem aquelas sejam cegos).
Inteligência, vontade, memória: as três faculdades que nos distinguem da bicaharada. Os modernos pedagogos (uns líricos; a fina flor do racionalismo iluminista) acharam que desvalorizando a memória mantinham o homem. Tolos!
Precisamos de ver o que é que realmente funciona.
Obrigado pelo comentário.
Homessa! Não vimos já?
“Formas sem conteúdos, são vazia” – é de facto disso que se trata. Não há um “aprender a aprender” sem objeto.
Contudo, a psicopedagogia que se diz “construtivista” deixou uma herança que deve ser escrutinada sem preconceitos limitadores, nem tampouco apologistas. E aí parece-me que há contributos válidos que nos devem impedir de “deitar fora o bebé junto com a água do banho”.
“Formas sem conteúdos, são vazias” – desculpe o erro.
“Aprender a aprender”, ou a moderna desvirtuação do lema socrático.
Alguém aprende a falar sem falar? Alguém aprende a cozinhar sem mexer nas iguarias? Alguém aprende literatura sem chafurdar nos grandes mestres da literatura?
Os conteúdos, pois!
Formas sem conteúdos, são vazias (ainda que, também é verdade, estes sem aquelas sejam cegos).
Inteligência, vontade, memória: as três faculdades que nos distinguem da bicaharada. Os modernos pedagogos (uns líricos; a fina flor do racionalismo iluminista) acharam que desvalorizando a memória mantinham o homem. Tolos!
Precisamos de ver o que é que realmente funciona.
Obrigado pelo comentário.