Creio que a verdade científica é o que mais importa nos conteúdos ensinados
na escola. Quando digo ciência quero dizer também rigor. A história não é
uma ciência, mas é um estudo que se baseia numa base documental e em
métodos sujeitos a discussão entre os especialistas. O professor de
história, embora seja bombardeado por discursos ideológicos e políticos a
requerer certas linhas de orientação à narrativa histórica, tem de ter a
coragem de procurar a verdade e vencer os preconceitos que nos impedem de
chegar a ela.
O facto da narrativa histórica assim como as teorias científicas estarem
sempre a mudar deve-nos levar a desvalorizar a ciência e a história que
ensinamos? Fazê-las equivaler aos mitos antigos, por exemplo, ou aos
conhecimentos da tradição oral?
A mudança nas teorias científicas é o que é mais desejado pelos
cientistas. Há sempre algum facto que escapa a uma teoria e o avanço faz-se
sempre por refutação por uma hipótese capaz de integrar factos
anteriormente inexplicados.
Por exemplo, verificou-se que a velocidade da luz não dependia do sistema
galilaico de referência, antes pelo contrário mantinha-se constante. A
velocidade dum foco de luz no interior duma carruagem de comboio devia ser
maior se considerada relativamente a quem estivesse no exterior. Seria a
luz um fenómeno específico que precisaria de uma teoria especial da
mecânica? A teoria da relatividade veio integrar na mecânica todos os
fenómenos verificados anteriormente, incluindo a luz.
A característica mais saliente desta continua mudança na verdade científica
é que ela se constitui como progresso e é desejada pelos intervenientes ao
contrário do que acontece, por exemplo, no discurso religioso.
Temos de continuar a ensinar a mecânica que herdámos de Galileu e de
Newton, pois continua a ser válida para muitos aspectos práticos da vida –
por exemplo, para calcular a velocidade de uma nave espacial a caminho de
Marte.
Os professores de ciências têm adequado o teor do seu ensino ao avanço da
ciência, na medida em que as cautelas pedagógicas o permitem. Por exemplo,
já não ensinam que há três estados da matéria. Contudo, apesar da
classificação ter mudado, aperfeiçoando esse cohecimento, a distinção entre
sólido, líquido e gasoso não passou a ser uma falsidade inútil.
A verdade científica é apenas o que podemos comprovar com experiências e
evidências sujeitas a discussão e crítica constantes.
Os que acham que a ciência tem pouco valor na educação por estar sempre a
mudar as suas verdades estão equivocados a respeito do discurso científico.
São os discursos que não mudam que devem ser severamente escrutinados a
respeito do seu valor, assim como os que estão sempre a mudar em função dos
caprichos da moda, por exemplo.
A ciência e a tecnologia são nucleares no mundo de hoje. A descoberta do
vírus da sida e das variantes da gripe que nos têm acometido provam a
necessidade do cidadão conhecer não só a visão que a ciência nos dá do
mundo, mas também do modo como a ciência e a tecnologia prosseguem. Um dos
problemas que um iluminista como eu reconhece é a distância que aumenta
constantemente entre o conhecimento do cidadão e os dispositivos
tecnológicos que utiliza no seu dia a dia. Antes qualquer curioso abria um
automóvel e identificava as peças e reconhecia os problemas de
funcionamento. Hoje em dia, está tudo blindado ao conhecimento dos
profanos. Um telemóvel é um objecto mágico. Creio que a educação tem que
fazer alguma coisa sobre este assunto.
(Não respeito o acordo ortográfico por causa da ignorância do meu
telemóvel).
O valor do conhecimento científico na educação
Creio que a verdade científica é o que mais importa nos conteúdos ensinados
na escola. Quando digo ciência quero dizer também rigor. A história não é
uma ciência, mas é um estudo que se baseia numa base documental e em
métodos sujeitos a discussão entre os especialistas. O professor de
história, embora seja bombardeado por discursos ideológicos e políticos a
requerer certas linhas de orientação à narrativa histórica, tem de ter a
coragem de procurar a verdade e vencer os preconceitos que nos impedem de
chegar a ela.
O facto da narrativa histórica assim como as teorias científicas estarem
sempre a mudar deve-nos levar a desvalorizar a ciência e a história que
ensinamos? Fazê-las equivaler aos mitos antigos, por exemplo, ou aos
conhecimentos da tradição oral?
A mudança nas teorias científicas é o que é mais desejado pelos
cientistas. Há sempre algum facto que escapa a uma teoria e o avanço faz-se
sempre por refutação por uma hipótese capaz de integrar factos
anteriormente inexplicados.
Por exemplo, verificou-se que a velocidade da luz não dependia do sistema
galilaico de referência, antes pelo contrário mantinha-se constante. A
velocidade dum foco de luz no interior duma carruagem de comboio devia ser
maior se considerada relativamente a quem estivesse no exterior. Seria a
luz um fenómeno específico que precisaria de uma teoria especial da
mecânica? A teoria da relatividade veio integrar na mecânica todos os
fenómenos verificados anteriormente, incluindo a luz.
A característica mais saliente desta continua mudança na verdade científica
é que ela se constitui como progresso e é desejada pelos intervenientes ao
contrário do que acontece, por exemplo, no discurso religioso.
Temos de continuar a ensinar a mecânica que herdámos de Galileu e de
Newton, pois continua a ser válida para muitos aspectos práticos da vida –
por exemplo, para calcular a velocidade de uma nave espacial a caminho de
Marte.
Os professores de ciências têm adequado o teor do seu ensino ao avanço da
ciência, na medida em que as cautelas pedagógicas o permitem. Por exemplo,
já não ensinam que há três estados da matéria. Contudo, apesar da
classificação ter mudado, aperfeiçoando esse cohecimento, a distinção entre
sólido, líquido e gasoso não passou a ser uma falsidade inútil.
A verdade científica é apenas o que podemos comprovar com experiências e
evidências sujeitas a discussão e crítica constantes.
Os que acham que a ciência tem pouco valor na educação por estar sempre a
mudar as suas verdades estão equivocados a respeito do discurso científico.
São os discursos que não mudam que devem ser severamente escrutinados a
respeito do seu valor, assim como os que estão sempre a mudar em função dos
caprichos da moda, por exemplo.
A ciência e a tecnologia são nucleares no mundo de hoje. A descoberta do
vírus da sida e das variantes da gripe que nos têm acometido provam a
necessidade do cidadão conhecer não só a visão que a ciência nos dá do
mundo, mas também do modo como a ciência e a tecnologia prosseguem. Um dos
problemas que um iluminista como eu reconhece é a distância que aumenta
constantemente entre o conhecimento do cidadão e os dispositivos
tecnológicos que utiliza no seu dia a dia. Antes qualquer curioso abria um
automóvel e identificava as peças e reconhecia os problemas de
funcionamento. Hoje em dia, está tudo blindado ao conhecimento dos
profanos. Um telemóvel é um objecto mágico. Creio que a educação tem que
fazer alguma coisa sobre este assunto.
(Não respeito o acordo ortográfico por causa da ignorância do meu
telemóvel).
Grande Jesus!
Jorge Jesus, tal como outras personalidades do mundo do futebol, é
frequentemente observado nos seus deslizes gramaticais.
Em resposta a essa dificuldade, que o poderia inibir de falar a plateias
universitárias, declarou Jesus que é melhor dizer coisas certas com as
palavras erradas do que dizer coisas erradas com as palavras certas.
Grande Jesus!
Jorge Jesus, tal como outras personalidades do mundo do futebol, é
frequentemente observado nos seus deslizes gramaticais.
Em resposta a essa dificuldade, que o poderia inibir de falar a plateias
universitárias, declarou Jesus que é melhor dizer coisas certas com as
palavras erradas do que dizer coisas erradas com as palavras certas.
E você, conhece o Portugal desconhecido?
É das coisas que eu mais gosto de ver na TV. Antes dava só na RTP2, mas agora parece que todas as TVs lhe tomaram o gosto. E, quando nós que não percebemos nada de horários da programação, esperamos, numa hora que não é nobre, que apareça mais uma novela, portuguesa ou brasileira, eis que nos apresentam o Portugal desconhecido!
Eu já o vi tantas vezes que já o sei de cor. Por exemplo, o castelo de Penela fica lá, assim como o entrudo, a matança do porco e uns diabinhos de Trás-os-Montes. Tudo coisas do Portugal desconhecido.
Creio que já conheço tão bem o Portugal desconhecido que não preciso de lá ir. Para quê, se o tenho na TV?
Boa tarde
– Então, muito boa tarde!
– Você deve estar a brincar comigo!
– Desculpe…
– Também não é caso para pedir desculpa. Mas você não estava a falar a sério, pois não?
– Mas… o que é que… Ah não! Estava apenas a desejar-lhe um boa tarde.
– Bem percebi que não estava a dizer que a tarde era boa, mas convenhamos que abusa. Acha mesmo que com o seu desejo consegue afastar estas nuvens negras e acabar com este frio, esta chuva horrorosa, esta humidade que nos penetra os ossos?
– Bem, sabe, é uma maneira de dizer…
– Se não consegue fazer nada, então cale-se. Escusa de criar falsas expetativas.
Boa tarde
– Então, muito boa tarde!
– Você deve estar a brincar comigo!
– Desculpe…
– Também não é caso para pedir desculpa. Mas você não estava a falar a sério, pois não?
– Mas… o que é que… Ah não! Estava apenas a desejar-lhe um boa tarde.
– Bem percebi que não estava a dizer que a tarde era boa, mas convenhamos que abusa. Acha mesmo que com o seu desejo consegue afastar estas nuvens negras e acabar com este frio, esta chuva horrorosa, esta humidade que nos penetra os ossos?
– Bem, sabe, é uma maneira de dizer…
– Se não consegue fazer nada, então cale-se. Escusa de criar falsas expetativas.
Teimosia
Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é!
Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é!
Quero que o mundo seja como eu penso que ele é!
E não é que é mesmo?!
Teimosia
Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é!
Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é! Quero que o mundo seja como eu penso que ele é!
Quero que o mundo seja como eu penso que ele é!
E não é que é mesmo?!
Os homens de que precisamos – Rui Tavares

Rui Tavares é um dos homens de que precisamos neste país.
Este homem devia ser mais do que eurodeputado, no interesse público!
Há os que estão preocupados com a roubalheira, com o deve e o haver das contas públicas e com o consumo excessivo do povo português que vive acima das suas possibilidades, mas não apontam o dedo para as caras certas, nem fazem todas as perguntas incómodas. Não digo que não tenham razão no que dizem, mas faltam-lhes muitas razões, para poderem exibir limpidamente a que eventualmente tenham.
Pelo contrário, Rui Tavares, diz-nos para onde devemos olhar quando falamos de contas públicas. Agora, que vamos pagar mais um banco falido – o BANIF, recordo o que Rui Tavares escreveu a propósito do BPN, há algum tempo (“Requisitório ao regime”, Público, 31 Dezembro 2012).
Aponta o dedo a Duarte Lima, Oliveira e Costa, Dias loureiro, Aprígio Santos, Almerindo Duarte e outros que benficiaram de dezenas de milhões de euros em empréstimos perdulários que os portugueses estão a pagar agora.
E pergunta: como é que o governo pode estar a cortar rendimentos dos cidadãos na ordem dos milhares de milhões de euros e simultaneamente estar a envividar-se em cerca de 3,5 mil milhões para pagar este buraco?
Temos que exigir duas coisas: que os que devem dinheiro ao BPN paguem cabalmente as sua dívidas ou que sejam processados como acontece a quem não consegue pagar o empréstimo para a habitação.
Lembro-me de Teixeira dos Santos dizer que os contribuintes não iriam pagar nada do BPN(1)! Como me recordo de ouvir Sócrates assegurar que SCUT, alta velocidade e aeroporto não teriam custos para o Estado (2). – Deviam ser processados por burla, tendo em consideração as garantias que deram aos privados nesses contratos que nos custam os milhões anuais que todos sabemos.
Eles (que são também, estes, agora, o BANIF, vai mostrar que são sempre os mesmos!) esperam que nós nos esqueçamos do que eles disseram, que os custos do BPN, do BANIF e outros que tais se diluam na dívida pública como uma doença crónica num corpo já doente, tanto de doença quanto de cura.
Não tenham a menor dúvida: para esta elite, vocês, milhares de reformados, funcionários públicos e trabalhadores que vivem dos seus salários, valem menos do que aquelas dezenas de nomes que vieram do cavaquismo ou do soarismo e vivem à conta do orçamento de estado.
(1)«A nossa preocupação aqui é, de facto, fazer com que os eventuais custos sejam mínimos e, se possível, que não haja custos para os contribuintes que resultem desta operação», disse Teixeira dos Santos. Onde está ele agora? (http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1038904)
(2) O TGV seria financiado pelo Estado em 40%, o resto seria investimento comunitário. Estaria a contar em recuperar com a exploração 38%. É este otimismo delirante que nos custaria mais milhões de endividamento. Como aconteceu com os estádios de futebol em que o mesmo Sócrates esteve envolvido, antes de ser governo.

