Reino Unido no ranking educacional da OCDE

Por vezes, dou exemplos de características do sistema educativo inglês, apenas porque o estudei e não por o achar extraordinário. Os aspectos que refiro são evidentemente excelentes, mas não implicam um juízo global sobre a educação no Reino Unido. Contudo, respondem-me quase sempre que na Inglaterra a escola também não corre bem. Sou então obrigado a explicar: “refiro-me apenas a este assunto”. Ora, no último relatório da OCDE, de acordo com notícia do Expresso, o Reino Unido aparece no sexto lugar de um ranking em que Portugal ocupa a vigésima sétima posição. Acima dos britânicos, só a Finlândia, a Coreia, Hong Kong, Japão e Singapura. Aí também é revelado o problema da Finlândia – a aurea mediocritas –. No seu esforço de levar todos a bom porto, impede os alunos de elevado potencial de atingirem os resultados correspondentes.

Reino Unido no ranking educacional da OCDE

Por vezes, dou exemplos de características do sistema educativo inglês, apenas porque o estudei e não por o achar extraordinário. Os aspectos que refiro são evidentemente excelentes, mas não implicam um juízo global sobre a educação no Reino Unido. Contudo, respondem-me quase sempre que na Inglaterra a escola também não corre bem. Sou então obrigado a explicar: “refiro-me apenas a este assunto”. Ora, no último relatório da OCDE, de acordo com notícia do Expresso, o Reino Unido aparece no sexto lugar de um ranking em que Portugal ocupa a vigésima sétima posição. Acima dos britânicos, só a Finlândia, a Coreia, Hong Kong, Japão e Singapura. Aí também é revelado o problema da Finlândia – a aurea mediocritas –. No seu esforço de levar todos a bom porto, impede os alunos de elevado potencial de atingirem os resultados correspondentes.

Capitais começam a voltar para casa

Já aqui demos conta desta tendência. 

Os custos com o trabalho sobem nos países emergentes e o prato da balança começa a inclinar-se favoravelmente para o mercado de trabalho lá de casa. Pois além dos custos do trabalho há que considerar outras variáveis como o transporte, o controlo de qualidade e a burocracia, uma vez que os produtos têm como seus principais destinatários os países de origem.

A Aple anunciou o investimento de alguns milhões em fábricas de Macs nos EUA o que é considerado o início de uma mudança que está também a acontecer com outras companhias. Veja a discussão deste assunto na janelinha do NYT.

Capitais começam a voltar para casa

Já aqui demos conta desta tendência. 

Os custos com o trabalho sobem nos países emergentes e o prato da balança começa a inclinar-se favoravelmente para o mercado de trabalho lá de casa. Pois além dos custos do trabalho há que considerar outras variáveis como o transporte, o controlo de qualidade e a burocracia, uma vez que os produtos têm como seus principais destinatários os países de origem.

A Aple anunciou o investimento de alguns milhões em fábricas de Macs nos EUA o que é considerado o início de uma mudança que está também a acontecer com outras companhias. Veja a discussão deste assunto na janelinha do NYT.

Grupos de cidadãos independentes

Mais uma petição, esta contra o monopólio dos partidos nas eleições legislativas!

Aqui

Não creio vantajoso para a democracia que grupos de cidadãos independentes possam propor deputados ao parlamento. Haveria um caos muito maior e uma menor capacidade dos eleitores julgarem as qualidades e as reais intenções desses candidatos. Se um grupo tem dimensão suficiente para concorrer às legislativas, cria um partido nos termos da lei. 

A mudança que acho útil é que a votação seja feita não em listas, mas em candidatos individuais, um por cada círculo eleitoral. Para manter a proporcionalidade e dar mais oportunidade aos pequenos partidos, pode haver, além disso, uma lista nacional. Cada eleitor deve ter um deputado que o representa e a quem responsabiliza pela acção legislativa.

Grupos de cidadãos independentes

Mais uma petição, esta contra o monopólio dos partidos nas eleições legislativas!

Aqui

Não creio vantajoso para a democracia que grupos de cidadãos independentes possam propor deputados ao parlamento. Haveria um caos muito maior e uma menor capacidade dos eleitores julgarem as qualidades e as reais intenções desses candidatos. Se um grupo tem dimensão suficiente para concorrer às legislativas, cria um partido nos termos da lei. 

A mudança que acho útil é que a votação seja feita não em listas, mas em candidatos individuais, um por cada círculo eleitoral. Para manter a proporcionalidade e dar mais oportunidade aos pequenos partidos, pode haver, além disso, uma lista nacional. Cada eleitor deve ter um deputado que o representa e a quem responsabiliza pela acção legislativa.

O engano de Vitor Gaspar

 

Vitor Gaspar elogiou o povo português e considerou-o o melhor ativo de Portugal.

Ora, a única coisa que este dito “melhor povo do mundo” fez foi apertar o cinto que não é coisa que se possa dizer “muito ativa”.

Além do mais se o povo português é um ativo também é o seu próprio passivo, pois é este que se pretende diminuir com o referido aperto.

Finalmente, o povo português é o dono da empresa, por isso, não pode ser nem passivo nem ativo. Ele é que tem que ver se Vitor Gaspar é um ativo válido ou, antes, um passivo de Portugal.

A conspiração do Goldman Sachs

Goldman

O Goldman Sachs é um banco centenário, fundado em 1869.

Aparece agora relacionado com a crise do euro, como uma espécie de concílio secreto que governa o mundo nas costas dos governos e de outras instituições políticas internacionais, como uma espécie de loja maçónica ou mafia.

Não deixa de ser estranho que um banco que não aparece sequer no ranking dos 10 ou 20 bancos maiores do mundo e que não chega aos calcanhares do Deutsche Bank, do HSBC britânico, do Bank of America ou do Santander, apareça como “dono do mundo”.

Na verdade, só se assenhoreou do que os outros deixaram. Por isso, a responsabilidade da crise financeira não é só deles, mas de todos os que realmente detém o poder.

A sua ação é mais produtivamente comparada com a dum vírus financeiro do que com a de quem quer conquistar o mundo, ou se quiserem com a dum menino traquinas que troca subreticiamente as cartas dos jogadores só com a intenção de se divertir à custa dos outros. Enquadra-se nestes parâmetros a camuflagem das contas gregas, cuja principal responsabilidade foi do governo grego de Kostas Karamanlis que o solicitou como cliente, adquirindo com essa operação de esconder o défice, a possibilidade de entrar no Euro e uma dívida com o Goldman que terá de ser paga até 2037, salvo erro.

Mesmo considerando o Goldman um banco especializado em divida soberana, o seu lugar é apenas de 18º, entre os operadores da dívida francesa, no ranking da agência do tesouro francesa.

As teorias da conspiração deliciam-se em mostrar no currículo de alguns crânios da alta finança, a experiência comum de terem estado no Goldman: António Borges, enquanto diretor do departamento europeu do FMI, Henry Paulson, secretário do tesouro americano, Mário Draghi, diretor do BCE e Mário Monti, primeiro-ministro da Itália. Contudo, não temos prova de que estas pessoas sejam peões do Goldman, pois a sua atividade é enquadrada pelas regras das instituições a que pertencem.

A conspiração do Goldman Sachs

Goldman

O Goldman Sachs é um banco centenário, fundado em 1869.

Aparece agora relacionado com a crise do euro, como uma espécie de concílio secreto que governa o mundo nas costas dos governos e de outras instituições políticas internacionais, como uma espécie de loja maçónica ou mafia.

Não deixa de ser estranho que um banco que não aparece sequer no ranking dos 10 ou 20 bancos maiores do mundo e que não chega aos calcanhares do Deutsche Bank, do HSBC britânico, do Bank of America ou do Santander, apareça como “dono do mundo”.

Na verdade, só se assenhoreou do que os outros deixaram. Por isso, a responsabilidade da crise financeira não é só deles, mas de todos os que realmente detém o poder.

A sua ação é mais produtivamente comparada com a dum vírus financeiro do que com a de quem quer conquistar o mundo, ou se quiserem com a dum menino traquinas que troca subreticiamente as cartas dos jogadores só com a intenção de se divertir à custa dos outros. Enquadra-se nestes parâmetros a camuflagem das contas gregas, cuja principal responsabilidade foi do governo grego de Kostas Karamanlis que o solicitou como cliente, adquirindo com essa operação de esconder o défice, a possibilidade de entrar no Euro e uma dívida com o Goldman que terá de ser paga até 2037, salvo erro.

Mesmo considerando o Goldman um banco especializado em divida soberana, o seu lugar é apenas de 18º, entre os operadores da dívida francesa, no ranking da agência do tesouro francesa.

As teorias da conspiração deliciam-se em mostrar no currículo de alguns crânios da alta finança, a experiência comum de terem estado no Goldman: António Borges, enquanto diretor do departamento europeu do FMI, Henry Paulson, secretário do tesouro americano, Mário Draghi, diretor do BCE e Mário Monti, primeiro-ministro da Itália. Contudo, não temos prova de que estas pessoas sejam peões do Goldman, pois a sua atividade é enquadrada pelas regras das instituições a que pertencem.

Grande, a coluna de De Grauwe no Expresso

De Grauwe

 

Para resolver eficazmente o problema do défice público, as economias europeias deveriam cooperar em vez de remeter a responsabilidade da solução da dívida pública para os estados nacionais. De Grauwe explica como a austeridade conjunta mina os próprios efeitos que se pretendem. Espanha impõe drásticas medidas fiscais que diminuem as encomendas a Portugal que assim vê reduzidas as receitas fiscais que resultariam das exportações. Portugal também passa a importar menos de Espanha o que agrava também o nível das receitas fiscais espanholas. Agrava-se assim o défice público em ambos os países austeros.

A solução passaria por aumentar um pouco o défice dos países do norte da Europa, dando procura às economias do sul cujos estados beneficiariam de mais receitas fiscais e de melhores condições para pagarem as suas contas e diminuir a despesa pública.

Todos a fazer austeridade é que não resolve nada. Um dos motivos do fracasso, é o problema do défice não ter uma abordagem europeia. E nós não cooperamos porque desconfiamos uns dos outros.