Posso, em primeira mão, trazer para aqui evidência que arrasa completamente a tese de James Watson sobre a inferioridade intelectual, genética, dos negros.
Durante os meus estudos no liceu, havia um negro que era muito melhor a matemática do que eu. Ora assim como eu não era, com certeza, o melhor branco a Matemática, também não posso afiançar que não haja negros ainda melhores do que aquele meu colega.
Agora o que eu posso comprovar é que ele era mais inteligente do que a minha criada branca, já que era melhor do que eu. Se raciocinarmos do mesmo modo de Watson, concluiremos que aquele meu colega era mesmo melhor do que todos os brancos ou negros, criados domésticos ou não do Sr. Watson.

Ufa. Tão simples e tão belo: talvez pos isso mesmos. Abraço.
Esse Watson…
É um revivalista! Só pode ser! Deu-lhe para ter saudades do século XIX, das teses de Gobineau e das medições de Broca? Francamente!
Lena b
É uma chatice retirar afirmações do contexto. James Watson, tanto quanto pude observar, nunca afirmou a inferioridade intelectual genética dos negros. Referiu sim a possibilidade de a inteligência poder ser diversa em grupos humanos diversos, em consequência de adaptações ao meio, como ocorre com a cor da pele nos negros, ou a prega epicântica nos asiáticos. Uma hipótese. As hipóteses são giras: pode aplicar-se-lhe o método experimental e por vezes chegar a descobertas interessantes. Mas não é mais divertido deixar o politicamente correcto entrar en acção? Oos media fazem o “número” do costume, cria-se um saboroso escândalo e cá temos o pretexto para treinar estratégias argumentativas. Só é chato para o cientista caluniado e para algo que costumava chamar-se rigor.
Pequena correcção (as concordâncias…)
…às hipóteses pode aplicar-se-lhes o método experimental…”
Obrigado.
A precisão é sempre necessária.
Vou-me informar melhor.
Independentemente do Watson, o que digo parece-me válido no que respeita à apreciação da raça negra
Passei para desejar-lhe um bom final de 2007 e um bom ano de 2008.
Aproveito (o,a) para participar na blogagem colectiva que se realiza amanhã, dia 17, em prol da menina Flávia