Novas metas, novos manuais escolares

As editoras seguem febrilmente as iniciativas legislativas no campo da educação. Não há nada de novo que apareça que não conduza a um novo projeto editorial. A publicação das metas culrriculares revistas, pois já as havia, conduziram à atualização dos manuais.

No caso do Português do 2º ciclo, com a inserção de outros textos com os respetivos materiais didáticos, os manuais já não são os que foram escolhidos pelas escolas, numa seleção que deveria ter uma validade de 6 anos.

Se o sistema fosse coerente, as escolas deveriam analisar de novo a oferta e fazer uma nova seleção de entre os novos manuais.

Esta opção, a dita atualização, prejudicará as famílias grandes que terão que gastar mais dinheiro do que o previsto, pois o manual de Português já não pode transitar para os mais novos.

A necessidade de rever os manuais prova que as metas são, na verdade, uma nova proposta programática. A criação duma nova área – a educação literária – e a mudança dos termos programáticos evidenciam uma cruzada contra os programas em vigor. Mas estes surgiram de um trabalho muito extenso, com reflexões aprofundadas sobre o ensino da gramática, da oralidade, da leitura e da escrita e incluíram um grande programa de formação de professores a nível nacional que movimentou muita gente.

Novas metas, novos manuais escolares

As editoras seguem febrilmente as iniciativas legislativas no campo da educação. Não há nada de novo que apareça que não conduza a um novo projeto editorial. A publicação das metas culrriculares revistas, pois já as havia, conduziram à atualização dos manuais.

No caso do Português do 2º ciclo, com a inserção de outros textos com os respetivos materiais didáticos, os manuais já não são os que foram escolhidos pelas escolas, numa seleção que deveria ter uma validade de 6 anos.

Se o sistema fosse coerente, as escolas deveriam analisar de novo a oferta e fazer uma nova seleção de entre os novos manuais.

Esta opção, a dita atualização, prejudicará as famílias grandes que terão que gastar mais dinheiro do que o previsto, pois o manual de Português já não pode transitar para os mais novos.

A necessidade de rever os manuais prova que as metas são, na verdade, uma nova proposta programática. A criação duma nova área – a educação literária – e a mudança dos termos programáticos evidenciam uma cruzada contra os programas em vigor. Mas estes surgiram de um trabalho muito extenso, com reflexões aprofundadas sobre o ensino da gramática, da oralidade, da leitura e da escrita e incluíram um grande programa de formação de professores a nível nacional que movimentou muita gente.

Adão e Eva reloaded

Adão e Eva

 

Afinal, Adão e Eva existiram mesmo, mas, ao contrário do que Génesis nos conta, podem muito bem não ter dormido juntos, ou sequer ter travado “conhecimento” mútuo, no sentido genésico que este termo tem no referido contexto1. Terão vivdo na mesma época, apenas separados por uns míseros vinte e um mil anos, no máximo.

A crer num artigo do Público de 2 de Agosto que nos informa sobre uma pesquisa genética da Universidade de Stanford, Adão, o homem que nos doou o cromossoma Y, terá vivido há 120 a 156 mil anos e a Eva, que doou a toda a humanidade a sua mitocôndria, terá vivido há cerca de 99 mil a 148 mil anos.

Esta cronologia evidencia um injusta assimetria, já que, embora possa acontecer que a mitocôndria do dito Adão seja a da referida Eva, esta, pode em qualquer dos casos, não ter nada dele. Isto porque todas as mitocôndrias, incluindo a minha e a sua, seja homem ou mulher, têm origem materna, pois as dos pais perdem-se inevitavelmente por força da violência deste modo de reprodução que manda para a reciclagem uma boa parte do pobre espermatozóide, na traumática entrada no óvulo. A única forma de os machos entregarem à posteridade a referida parte das suas células seria através da clonagem, mas neste caso, só as doaríamos a machos que as perderiam, logo, na geração seguinte.

Não é que nós, homens, não doemos nada à parte feminina da geração seguinte. Na verdade, todas as mulheres têm um cromossoma X com ADN masculino que se recombina com o do óvulo, tal como o ADN dos outros cromossomas do núcleo celular. O problema é que, como se recombina, perde a marca da sua origem masculina e não permite estas pesquisas de história genética.

 Mitocondrias

A mitocôndria é um importante organelo da célula, essencial na disponiblização de energia, que tem uma origem feminina, isto é, cada célula do nosso corpo tem cópias da mitocôndria do óvulo, salvo as inevitáveis mutações, que mais não são do que erros de ortografia cometidos pelo RBN (ácido ribonucleico). Como a mitocôndria tem o seu próprio ADN, ele é o mesmo da Eva primordial e nunca se combinou com o ADN de nenhum homem.

Na imagem à esquerda2, pode-se ver, sob o número 9, com a forma de chinelos, a mitocôndria, a amarelo, a parte que contém o seu ADN, afastada do núcleo da célula.


1
“E conheceu Adäo a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim” (Génesis, 4:1)

2 Imagem retirada de “Mitocôndria” in Wikipédia(https://pt.wikipedia.org).

Imagem de Adão e Eva retirada de “Adão e Eva” in Wikipédia(https://pt.wikipedia.org).

Adão e Eva reloaded

Adão e Eva

 

Afinal, Adão e Eva existiram mesmo, mas, ao contrário do que Génesis nos conta, podem muito bem não ter dormido juntos, ou sequer ter travado “conhecimento” mútuo, no sentido genésico que este termo tem no referido contexto1. Terão vivdo na mesma época, apenas separados por uns míseros vinte e um mil anos, no máximo.

A crer num artigo do Público de 2 de Agosto que nos informa sobre uma pesquisa genética da Universidade de Stanford, Adão, o homem que nos doou o cromossoma Y, terá vivido há 120 a 156 mil anos e a Eva, que doou a toda a humanidade a sua mitocôndria, terá vivido há cerca de 99 mil a 148 mil anos.

Esta cronologia evidencia um injusta assimetria, já que, embora possa acontecer que a mitocôndria do dito Adão seja a da referida Eva, esta, pode em qualquer dos casos, não ter nada dele. Isto porque todas as mitocôndrias, incluindo a minha e a sua, seja homem ou mulher, têm origem materna, pois as dos pais perdem-se inevitavelmente por força da violência deste modo de reprodução que manda para a reciclagem uma boa parte do pobre espermatozóide, na traumática entrada no óvulo. A única forma de os machos entregarem à posteridade a referida parte das suas células seria através da clonagem, mas neste caso, só as doaríamos a machos que as perderiam, logo, na geração seguinte.

Não é que nós, homens, não doemos nada à parte feminina da geração seguinte. Na verdade, todas as mulheres têm um cromossoma X com ADN masculino que se recombina com o do óvulo, tal como o ADN dos outros cromossomas do núcleo celular. O problema é que, como se recombina, perde a marca da sua origem masculina e não permite estas pesquisas de história genética.

 Mitocondrias

A mitocôndria é um importante organelo da célula, essencial na disponiblização de energia, que tem uma origem feminina, isto é, cada célula do nosso corpo tem cópias da mitocôndria do óvulo, salvo as inevitáveis mutações, que mais não são do que erros de ortografia cometidos pelo RBN (ácido ribonucleico). Como a mitocôndria tem o seu próprio ADN, ele é o mesmo da Eva primordial e nunca se combinou com o ADN de nenhum homem.

Na imagem à esquerda2, pode-se ver, sob o número 9, com a forma de chinelos, a mitocôndria, a amarelo, a parte que contém o seu ADN, afastada do núcleo da célula.


1
“E conheceu Adäo a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim” (Génesis, 4:1)

2 Imagem retirada de “Mitocôndria” in Wikipédia(https://pt.wikipedia.org).

Imagem de Adão e Eva retirada de “Adão e Eva” in Wikipédia(https://pt.wikipedia.org).

Holocausto

Memorial das vítimas do programa de eutanásia nazi

 

São cerca de 70 000 as vítimas alemãs do programa de extermínio de pessoas deficientes. Se acrescentarmos o número das vítimas na Europa ocupada, o total andará pelas 300000. Um grande massacre de pessoas que teriam sido amadas pelos seus, se o seu destino não tivesse sido tão arbitrariamente concluído.

Fragonard no exame de História da Cultura e das Artes do 12º ano

Uma das tarefas do teste de exame História da Cultura e das Artes do 12º ano baseava-se em quatro quadros. Entre esses, estavam estes dois: Fragonard, L’Amour-Amitié (1771) e Boticelli, quadro sem nome, de cerca de 1482, postumamente designado Primavera.

A questão que os alunos tinham de resolver é a seguinte: qual dos quadros se baseia na mitologia grega:

 

 

 

 

Se os dois outros quadros não me oferecem qualquer dúvida, pois são de evidente temática cristã, estes dois, uma vez que os alunos tinham que optar, constituem uma grande dficuldade. 

 

Em Botticeli, temos o vento Zéfiro a assediar Flora, ao lado da Primavera. Ao centro, Vénus, a deusa do Amor. Do outro lado, as três Graças, entretidas com a sua dança de costas para a ameaça que significa o “putto”, na verdade, Cupido que é, como quem diz, o próprio Amor. Entretido  com os frutos, está Mercúrio, alheado das três beldades. Parece tratar-se duma história de Ovídio.

 

No quadro de Fragonard, temos um ato de declaração de amor. A rapariga segura uma carta que poderia ser um registo escrito dessa declaração.  Do lado direito, em forma de estátua, encontram-se Vénus e o Amor (Cupido). A designação do quadro Amour-Amitié remete para o domínio da alegoria de que os deuses greco-latinos são exemplo. Chamam-lhe também Confissão de Amor.

Esta designação tem duas leituras. A mais comum que é o arrriscado momento em que alguém se declara apaixonado ao objeto dessa paixão. O outro sentido é a confissão que o Amor tem de fazer a Alma no mito grego de Eros e Psyche. Eros, Cupido ou Amor é filho de Afrodite ou Vénus e apaixona-se por uma rapariga chamada Psyche ou Alma. Essa paixão inesperada – pois não é suposto o próprio Amor apaixonar-se – deve-se a um acidente em que o Amor se pica na própria seta. Há um momento em que se tem de declarar à jovem humana Psyche. A designação de “confissão” é aqui pertinente. Trata-se dum arquétipo de toda e qualquer declaração amorosa.

 

O Amor como uma personagem mítica e alegórica é frequente na pintura de Fragonard que se encontra em vários outros quadros. Por exemplo, Amour porsuivant une Colombe, aqui ao lado.

 

Não há dúvida que este quadro de Fragonard não era o melhor para contrastar com Primavera de Boticelli, do ponto de vista da mitlogia greco-latina.

 

Bibliografia:

 

Quadro de Fragonard em Similarthttp://www.similart.fr/amour-poursuivant-une-colombe

“Gaças” em Wikipediahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Gra%C3%A7as

“Jean-Honoré Fragonard” em Wikipedia: http://fr.wikipedia.org/wiki/Jean-Honor%C3%A9_Fragonard

“Primavera (painting)” em Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Primavera_(painting)

Fragonard no exame de História da Cultura e das Artes do 12º ano

Uma das tarefas do teste de exame História da Cultura e das Artes do 12º ano baseava-se em quatro quadros. Entre esses, estavam estes dois: Fragonard, L’Amour-Amitié (1771) e Boticelli, quadro sem nome, de cerca de 1482, postumamente designado Primavera.

A questão que os alunos tinham de resolver é a seguinte: qual dos quadros se baseia na mitologia grega:

 

 

 

 

Se os dois outros quadros não me oferecem qualquer dúvida, pois são de evidente temática cristã, estes dois, uma vez que os alunos tinham que optar, constituem uma grande dficuldade. 

 

Em Botticeli, temos o vento Zéfiro a assediar Flora, ao lado da Primavera. Ao centro, Vénus, a deusa do Amor. Do outro lado, as três Graças, entretidas com a sua dança de costas para a ameaça que significa o “putto”, na verdade, Cupido que é, como quem diz, o próprio Amor. Entretido  com os frutos, está Mercúrio, alheado das três beldades. Parece tratar-se duma história de Ovídio.

 

No quadro de Fragonard, temos um ato de declaração de amor. A rapariga segura uma carta que poderia ser um registo escrito dessa declaração.  Do lado direito, em forma de estátua, encontram-se Vénus e o Amor (Cupido). A designação do quadro Amour-Amitié remete para o domínio da alegoria de que os deuses greco-latinos são exemplo. Chamam-lhe também Confissão de Amor.

Esta designação tem duas leituras. A mais comum que é o arrriscado momento em que alguém se declara apaixonado ao objeto dessa paixão. O outro sentido é a confissão que o Amor tem de fazer a Alma no mito grego de Eros e Psyche. Eros, Cupido ou Amor é filho de Afrodite ou Vénus e apaixona-se por uma rapariga chamada Psyche ou Alma. Essa paixão inesperada – pois não é suposto o próprio Amor apaixonar-se – deve-se a um acidente em que o Amor se pica na própria seta. Há um momento em que se tem de declarar à jovem humana Psyche. A designação de “confissão” é aqui pertinente. Trata-se dum arquétipo de toda e qualquer declaração amorosa.

 

O Amor como uma personagem mítica e alegórica é frequente na pintura de Fragonard que se encontra em vários outros quadros. Por exemplo, Amour porsuivant une Colombe, aqui ao lado.

 

Não há dúvida que este quadro de Fragonard não era o melhor para contrastar com Primavera de Boticelli, do ponto de vista da mitlogia greco-latina.

 

Bibliografia:

 

Quadro de Fragonard em Similarthttp://www.similart.fr/amour-poursuivant-une-colombe

“Gaças” em Wikipediahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Gra%C3%A7as

“Jean-Honoré Fragonard” em Wikipedia: http://fr.wikipedia.org/wiki/Jean-Honor%C3%A9_Fragonard

“Primavera (painting)” em Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Primavera_(painting)

A morte de Satanás

Nada mais natural que a morte de um seja acompanhada pela morte do outro. Para os que celebram a morte de Deus, desde o famoso Assim falava Zaratrusta de Nietzsche, Satanás deixa de ter também razão de ser. Curiosamente, os satanistas encarregaram-se também de matar o pai, tal como o Vaticano tem feito http://www.apsatanismo.org/aps_frame.html. Enfim, Satanás, o diabo, está morto por todos os lados.

Pesadelo em Portugal

Em mais uma artigo no NYT, é com esta palavra que Krugman define a situação portuguesa: *Nightmare*. O artigo: Nightmare em Portugal.

À revelia do que se aprendeu desde a grande depressão do final dos anos vinte, que é com expansão monetária que se resolvem crises destas, em Portugal e nos outros países periféricos, faz-se o contrário, com políticas que não cumprem nenhum dos objetivos que se proõem atingir. Não é que Krugman pretenda ilibar os governos anteriores ou apoiar os grupos de esquerda que já não se sabe se são marxistas ou keynesianos. Ele recusa o que muitos outros já disseram, como Stiligtz ou De Grauwe, nas crónicas publicadas no Expresso: “a situation in which austerity in the periphery is reinforced by austerity in the core, too”. Quer dizer, poderia haver austeridade na periferia desde que houvesse alguma expansão no centro da Europa. Todos à míngua é que não!

O valor das teses de Éric Hanushek

Li uma entrevista do Público a Hanushek. Não li nenhum dos seus textos. Estou na situação em que preciso de saber se importa realmente gastar mais tempo com a sua leitura.

Hanushek põe toda a ênfase na qualidade do professor  e afirma a comparabilidade de resultados escolares entre escolas para atribuir toda a responsabilidade pela melhor ou pior qualidade dos resultados aos professores e aos diretores.

A sua resposta negativa e lacónica a questões que remetem para outras variáveis como as variáveis culturais e o rendimento das famílias levantam-me toda a suspeição de que a sua tese se limite a correlações entre resutlados que fecham os olhos a outras variáveis para relevar apenas as que lhe interessam. Todos sabemos que numa comparação entre resultados em que usamos correlações, mesmo que uma dada correlação seja elevada pode acontecer que haja outra causa real que acompanhe – escondida – a que estamos a testar. Por exempo, mostra-se que há países desenvolvidos da Ásia que têm turmas grandes com maior sucesso do que países em que há turmas mais pequenas. Lembrei-me de num livro de Daniel Goleman sobre inteligência emocional, este apresentar dados que mostram que os sino-americanos têm resultados médios superiores ao resto da população americana. Goleman mostrava certas características do comportamento das famílias de origem chinesa que conduziam a maior sucesso escolar. Trata-se portanto dum fato cultural que se concretiza numa certa atitude perante o trabalho escolar e em práticas quotidianas dos pais de que Goleman dá conta no seu famoso livro. A cultura é mais difícil de alterar do que outras variáveis que também têm efeitos no sucesso escolar.

Como professor, alegra-me saber que sou eu que faço a diferença, mas é o próprio Hanushek que me diz que não vale a pena tentar melhorar, caso não seja bem sucedido. Ser bom professor é relegado assim para a categoria dos talentos do género “não tente que não é capaz”.

Isto acontece apenas porque provavelmente Hanushek não sabe nada sobre educação a não ser o que diz respeito à economia da educação perante a qual o que se passa na sala de aula é uma caixa negra. Tudo o que se tem que comprovar tem que ser feito pela lei dos grandes números. Por outro lado, como é um liberal, no mau sentido, acredita que a concorrência entre professores, escolas e diretores acabará por selecionar os melhores e relegar os piores para o desemprego e para a miséria, precisamente o que não queremos que aconteça com as nossas crianças.

Ora, um dos seus títulos é precisamente No Child Left Behind: The Politics and Practice of School Accountability1Lembro-me desta palavra de ordem da Administração Bush. Sugere que as crianças soçobram na escola porque deixam para trás aprendizagens essenciais sobre as quais se constroem outras. Isso acontece no nosso sistema de ensino. O facilitismo e a indiferenciação pedagógica que resulta da inclusão de alunos com percursos, capacidades e prérrequisitos diferentes numa só turma complica em extremo a tarefa do professor. Se, através de testes, verificamos que um aluno não tem conhecimentos suficientes para acompanhar um grupo de trabalho (turma) e, por isso, falha e diminui o rendimento do grupo para onde vai, deveríamos poder agir no sentido de criar um ambiente onde esses alunos pudessem progredir ao seu ritmo. Todos os selecionadores desportivos sabem isto, assim como os professores de escolas de línguas, mas na nossa escola há uma série de princípios ideológicos (inclusão, igualdade de resultados e não só de oportunidades) que impõem práticas que ignoram a realidade.

O enfoque aqui está na gestão dos grupos de alunos, na seleção do programa para cada um dos grupos, tarefas que por vezes escapam ao professor, mas devem ser tratadas no âmbito do coletivo ou da gestão da escola.

Criticando este título, uma recensão na página da AASA2 (associação americana de administradores escolares) chama a atenção para Hanushek como um autor adverso a algumas componentes da escola pública. Muitos dos títulos ficam-se pelo que eu disse atrás – correlações, mas não causas suficientemente demonstradas.

A obra de Hanushek é bastante diversificada e falar sobre ela implica muito mais do que o que fiz aqui em que me limitei a algumas impressões que, provavelmente, aprofundarei mais tarde.

 

1edited by Paul E. Peterson and Martin R. West, Brookings Institution Press, Washington, D.C., 2003.

2 Artigo na AASA.