Pessimismo, precisa-se!

Gosto deles, do Medina Carreira, a nossa Cassandra, que, infelizmente, tem sempre razão, do Silva Lopes e de outros que conseguem ver o rei nu por debaixo das suas gabarolices.

Ver a realidade pode ser, mais que difícil, verdadeiramente insuportável.

Não sou religioso, mas foi com um fervor desse tipo que ouvi as palavras sábias deste padre.

 

 

 

6 comentários em “Pessimismo, precisa-se!”

  1. Viva Luís.

    Excelente entrevista. Estive para publicar no meu blogue uma longa entrevista a Fernando Ventura, mas pensei que ninguém a leria. O tempo foi passando e perdi o mail.

    Lapidar.

    Abraço e boas festas e pata ti e para as tuas.

  2. Preconceito, pois…
    Um escultor fala com sensatez da situação económica do país. Imagine a irrelevância: “não sou dado às artes plásticas, mas foi com um fervor estético que ouvi as suas palavras”

  3. Viva Luís.

    Excelente entrevista. Estive para publicar no meu blogue uma longa entrevista a Fernando Ventura, mas pensei que ninguém a leria. O tempo foi passando e perdi o mail.

    Lapidar.

    Abraço e boas festas.

    1. ESTÁ A CIRCULAR na Internet (http://dererummundi.blogspot.com/2010/10/analise-de-grande-lucidez-sobre.html) uma entrevista de um tal padre Fernando Ventura à SIC Notícias, que é um modelo de demagogia antidemocrática disfarçada de erudição.
      Até certa altura da entrevista, este padre faz críticas que qualquer cidadão sensato – e justamente indignado com o que se está a passar – poderá subscrever e compartilhar.
      Mas, a partir de certa altura, insidiosamente e como quem não quer a coisa, o padre vai arrasando os políticos (todos os políticos), os partidos (todos os partidos) e, implicitamente, todo o sistema democrático (que é demonizado).
      E quando, às tantas, ele diz que os conceitos de «esquerda» e «direita» estão ultrapassados, descobre a careca. Já sabemos, há mais de meio século, que esse é um argumento típico de gente de (extrema) direita.
      Foi com discursos como este que a (extrema) direita católica e os militares reaccionários deram o golpe do 28 de Maio, em 1926, acabaram com a I República, foram buscar Salazar e implantaram o Estado Novo, que oprimiu o País durante quase meio século.
      Aliás, é com manifesto deleite e desonestidade intelectual que o padre Fernando Ventura ataca e arrasa a I República, indo ao ponto de concordar com a entrevistadora quando esta dá a entender que, hoje, há tanto analfabetismo em Portugal como há 100 anos. De bradar aos céus!
      Não admira que, no ambiente tão deletério em que estamos a viver, tenha aparecido agora outro padre (nos telejornais) a celebrar a missa numa igreja cheia de devotos (fregueses) com capacetes na cabeça (tal como ele) e a proclamar que a I República «roubou» aquele templo à Igreja, faz agora 100 anos.
      O padre Ventura chega mesmo a sugerir que os políticos sejam levados a tribunal. Mas ainda não vai ao ponto de propor – como ouvi um «popular» dizer, num fórum da SIC Notícias – que os militares deviam prender estes governantes e julgá-los em tribunal marcial.
      Nada disto acontece por acaso. E é vergonhoso que a Igreja esteja, insidiosamente, a aproveitar-se da situação de gravíssima crise que o País atravessa, para pôr as garras de fora e atacar brutalmente a democracia.
      É evidente que isto não me dispensa de criticar duramente José Sócrates e Pedro Passos Coelho – políticos de plástico que rivalizam na demagogia, na irresponsabilidade e na incompetência políticas – nem de desejar a demissão de um dos mais patéticos Ministros das Finanças que já tivemos desde o 25 de Abril: Teixeira dos Santos.
      Mas julgo que os democratas devem ter o cuidado de saber distinguir entre a crítica política necessária – e contundente – ao poder do dia, e este discurso reaccionário, «neo-clericalista» e antidemocrático de um padre que é, manifestamente, oriundo da direita mais reaccionária.

      in: http://sorumbatico.blogspot.com/2010/10/o-padre-ventura-e-perigoso.html (http://sorumbatico.blogspot.com/2010/10/o-padre-ventura-e-perigoso.html)

      1. Obrigado pelo alerta.
        Não conheço o acantonamento político do padre Ventura.
        Nesta entrevista, não me pareceu que tenha posto em causa a democracia ou que defenta uma ditadura. Pareceu-me até que considerou a república um valor importante a defender.
        Interpretei a falta de diferença entre esquerda e direita como uma referência à homogeneidade do bloco central.

  4. Muito bem! E viva a República (a primeira, a segunda, a vigésima terceira, qualquer que seja. Cegos uma vez, cegos prara sempre)!

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